Freqüentemente sou questionado sobre as diferenças entre BlackBerry e iPhone, vantagens de cada um e coisas assim. Claro que sempre fica evidente minha preferência pelo aparelho da RIM. Apesar dos donos de iPhone não aceitarem a devoção dos usuários de BlackBerry por seus aparelhos, não costumo implicar gratuitamente com o aparelhinho da Apple… mas é interessante saber os cinco motivos que chateiam os proprietários de iPhones no uso de softwares e, se você é um desenvolvedor, saiba o que evitar:
Conflito de botões
Um bom exemplo para ilustrar esse descontentamento é o botão + encontrado, no canto superior direito do aplicativo Calendário. Com um toque sobre ele, o usuário cria uma nova entrada para algum evento no dia. O mesmo botão, também encontrado no mesmo local do aplicativo Relógio Mundial permite ao usuário cadastrar um novo fuso. Já no Safari, o + está posicionado na parte inferior da tela, causando confusão para os usuários.
O problema é agravado quando as funções se tornam diferentes entre os aplicativos. A tela principal do Facebook, por exemplo, permite que sejam adicionados novos botões das páginas preferidas. No canto superior direito da página há um botão com uma seta. Geralmente ele é usado, em outros aplicativos, para enviar informações, mas no caso do Facebook serve para apagar a página da tela principal…
Se eu tocar aqui, o que vai acontecer?
Os usuários que participaram da pesquisa da Create with Context não conseguiram identificar que o botão X, ao lado do campo de URL do Safari, servia para apagar o link digitado. Alguns tocaram sobre ele pensando que seria o Go (ir) para entrar na página solicitada e acabaram tendo de digitar novamente seu endereço.
Eu não toquei nesse botão!
Botões próximos uns dos outros é a principal causa para executar determinadas funções não solicitadas pelos usuários. Quem usa o iPhone tem diversas situações que comprometem seu uso. Caso esteja dentro de um ônibus em movimento ou fazendo uma caminhada, tocar sobre botões pequenos na tela do iPhone se torna um desafio.
Os desenvolvedores devem estudar mais antes de finalizar o layout do aplicativo e colocar em mente que o programa será usado não só em ambientes diferentes, mas também por pessoas com dedos maiores e menores, com ou sem unhas compridas, e torná-los acessíveis nas piores condições possíveis.
Quais são as referências visuais?
Muitos aplicativos não mostram sequer um aviso para informar o usuário sobre mais informações ou mesmo movimentos que ativam comandos (como sacudir o aparelho, por exemplo). Um caso clássico é o de menus de preferências. Por estarem tão bem alinhados, usuários novos dificilmente adivinharão que se deslizarem o dedo para cima, vão encontrar mais opções abaixo.
A maioria das pessoas que participou do estudo desconhecia o gesto de pinça com os dois dedos para ampliar ou reduzir o zoom dos mapas no Google Maps. Outros que conheciam o recurso não sabiam que também podiam aumentar as imagens com toques rápidos sobre os mapas.
Ícones mal concebidos na tela inicial
Quando se constrói um aplicativo, o desenvolvedor deve pensar também no seu ícone para identificá-lo na tela inicial do iPhone. É algo muito chato baixar um programa da App Store e ter de encontrar um ícone totalmente diferente do que a aplicação se refere. Não há uma identidade visual em muitos casos.
Fonte: Yahoo! Tecnologia





